Tarot Egípcio e a Astrologia


O Tarot Egípcio abrange um número maior de símbolos e estes são baseados na correspondência astrológica e numérica. Para os egípcios as letras eram deuses e simbolizavam idéias, e os números eram sagrados. O simbolismo astrológico aparece porque tudo no Universo é governado por um planeta ou signo. Por isso o Tarot Egípcio está intimamente ligado aos 4 elementos da natureza, à Astrologia, à Numerologia e à Cabala.


Segundo o grande historiador Heródoto, ao transmitir seu primeiro relato sobre o Egito, foram os egípcios que criaram o conceito de “ano” (o ano solar em que até hoje se baseia a Astrologia), pois o dividiram em 12 meses em homenagem aos 12 deuses principais que eles cultuavam, os quais foram posteriormente adotados pelos gregos. Assim ficou o simbolismo astrológico no tarot: a soma dos 22 arcanos maiores ( associados aos 10 planetas e aos 12 signos) com os 56 arcanos menores (associados aos 36 decanatos e aos 4 elementos) totalizam as 78 cartas do tarot.


A Astrologia tinha um papel muito importante no Antigo Egito, pois nessa época os astrólogos eram altamente reconhecidos e muito conceituados, pois trabalhavam nas torres dos santuários e nos templos dos deuses. Por isso, a maioria dos astrólogos era sacerdote. Foram eles que fizeram a comparação entre os planetas e as divindades.


No Tarot Egípcio, o plano espiritual corresponde às influências planetárias; o plano físico às influências dos signos e o plano material ao encontro dos dois. Na base das lâminas estão contidos os símbolos dos planetas e signos.


As figuras do tarot ( rei, rainha, cavaleiro e escravo) são interpretadas e acordo com os temperamentos básicos do ser humano, os signos astrológicos e os elementos da natureza. Os cavaleiros representam os 4 quadrantes do Zodíaco, sendo que cada um se identifica com um signo fixo ( signos rígidos em suas opiniões).


Os arcanos numerados de 1 a 9 somam 36 arcanos menores (excluindo as figuras) e cada um equivale a um decanato de cada signo do Zodíaco ( cada signo tem 3 decanatos). Os 4 ases representam as triplicidades ou os 4 elementos ( fogo, terra, ar e água). Simbolizam a transição para um novo ciclo.


Geralmente o Tarot Egípcio é jogado numa mandala astrológica devido à sua relação com os 12 signos. As cartas são posicionadas na mandala de acordo com as 12 casas astrológicas, cada uma regida por um (ou dois) planeta(s) e relacionada com um signo. Dessa forma, cada carta ganha um significado ou característica de acordo com a casa e o signo em que estão posicionados naquele momento. A partir daí é possível analisar os aspectos gerais da vida do consulente através das 12 casas ou setores astrológicos (saúde, vida amorosa, carreira, família, viagens, amizades, finanças, filhos, etc).


O escritor Bern A. Mertz diz em seu livro: “Tarot Egício – um caminho de iniciação”: “O próprio Jung acreditava que os 12 signos são a legítima expressão do inconsciente coletivo, representando 12 arquétipos que correspondem às realidades da vida humana. Por isso o tarot foi dividido em 12 áreas (casas astrológicas), que tem relação direta com os 12 signos”, finaliza Bern.